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Florianópolis,20/08/2026

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Florianópolis vai viver sua primeira Semana Farroupilha — e o Rio Grande do Sul já faz parte da alma da Capital


Florianópolis vai viver sua primeira Semana Farroupilha — e o Rio Grande do Sul já faz parte da alma da Capital

Primeiro Acampamento Farroupilha da história de Florianópolis reúne música, gastronomia, tradição e uma grande homenagem aos milhares de gaúchos que escolheram a Ilha da Magia para viver

Florianópolis sempre foi uma cidade acostumada a receber gente de todos os cantos.

A Ilha da Magia, que durante séculos construiu sua identidade a partir das raízes açorianas e manezinhas, tornou-se, nas últimas décadas, uma das cidades mais procuradas do Brasil por pessoas que decidiram recomeçar a vida longe de suas terras de origem.

E, entre todos esses novos moradores, existe uma comunidade que merece um capítulo especial nessa história:

os gaúchos.

Não é preciso caminhar muito por Florianópolis para encontrar alguém que nasceu no Rio Grande do Sul.

Eles estão nos bairros, no comércio, nas empresas, nas universidades, nos restaurantes, nos serviços, nas praias e, principalmente, ajudando a construir a Florianópolis contemporânea.

Um levantamento divulgado anteriormente apontava mais de 53 mil gaúchos vivendo na Capital, número que representava cerca de 12% da população naquele período. Já dados mais recentes sobre migração mostram que o Rio Grande do Sul continua sendo a principal origem dos novos moradores vindos de outros estados: entre 2017 e 2022, os gaúchos representaram 27,7% das entradas migratórias registradas em Florianópolis.

E tem um detalhe ainda mais interessante nessa história.

Nem todo mundo que veste uma bombacha, toma chimarrão, dança uma vaneira ou participa de um CTG nasceu no Rio Grande do Sul.

Há catarinenses, paranaenses, paulistas e pessoas de diversas outras partes do Brasil que simplesmente se apaixonaram pelo tradicionalismo.

Gente que adotou o mate como companheiro.

Que aprendeu a dançar.

Que se emociona ao ouvir uma música nativista.

Que participa de rodeios.

Que leva os filhos para as invernadas.

Que conhece a importância do cavalo, do fogo de chão, da culinária campeira e das tradições que atravessaram gerações.

E é justamente nesse encontro de culturas que Florianópolis começa a escrever um novo capítulo.


A PRIMEIRA VEZ DA CAPITAL

Pela primeira vez em sua história, Florianópolis receberá um Acampamento Farroupilha.

O evento acontece de 28 a 30 de agosto, na Arena Floripa, e será a abertura das celebrações da Semana Farroupilha de 2026 na Capital. A iniciativa pretende fortalecer a tradição gaúcha na cidade e, ao mesmo tempo, promover uma integração muito especial com a cultura manezinha.

A proposta é bonita justamente porque não pretende criar uma divisão entre "gaúchos" e "manezinhos".

Muito pelo contrário.

A ideia é mostrar que as duas culturas podem dividir o mesmo espaço, respeitando suas características e celebrando aquilo que têm em comum: a valorização da terra, da família, da música, da gastronomia, da hospitalidade e das tradições.

Por isso, além do fogo de chão, da indumentária tradicionalista e da gastronomia gaúcha, a programação também pretende trazer elementos tipicamente catarinenses, como o boi de mamão e a tainha na brasa.

É o gaúcho chegando à Ilha.

Mas chegando para conversar com o manezinho.


TRÊS DIAS DE MUITA TRADIÇÃO

A programação musical do primeiro Acampamento Farroupilha de Florianópolis reúne nomes importantes da música tradicionalista.


SEXTA-FEIRA — 28 DE AGOSTO

A abertura terá Mano Lima e Garotos de Ouro, dois nomes que dispensam apresentações para quem conhece a música e a cultura tradicionalista do Sul do Brasil.


SÁBADO — 29 DE AGOSTO

A programação segue com Hermanos Guedes e Paulinho Mocelin, ampliando a diversidade musical da festa e mostrando que a cultura gaúcha também se reinventa sem perder suas raízes.


DOMINGO — 30 DE AGOSTO

O encerramento terá Mano Lima novamente no palco, além de César Oliveira & Rogério Melo, nomes de enorme importância dentro da música regional gaúcha.


Além dos shows, o público poderá encontrar gastronomia típica, apresentações culturais, dança, música, mateadas, manifestações tradicionalistas e atividades voltadas para toda a família.

A entrada é gratuita. A organização também anunciou a possibilidade de participação mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível por pessoa, em uma ação de caráter solidário.


MAS POR QUE UMA SEMANA FARROUPILHA EM FLORIANÓPOLIS?


Talvez essa seja a pergunta que algumas pessoas estejam fazendo.

E a resposta é simples:

porque o Rio Grande do Sul já está em Florianópolis há muito tempo.

Está nas famílias que vieram para cá.

Está nos sotaques que ouvimos diariamente.

Está nos restaurantes especializados.

Está nos CTGs.

Está nos grupos de dança.

Está nos rodeios.

Está nos encontros de amigos.

Está nas rodas de chimarrão.

E está, principalmente, nas pessoas que escolheram manter vivas suas tradições mesmo estando longe da terra onde nasceram.

Mas há algo ainda mais bonito.

A tradição gaúcha não ficou restrita aos gaúchos.

Ela conquistou também muitos catarinenses.

É possível encontrar pessoas nascidas em Florianópolis e na Grande Florianópolis que conhecem o repertório tradicionalista, frequentam CTGs, participam de invernadas, usam a pilcha e defendem com orgulho uma cultura que originalmente não era a de seus antepassados.

É a cultura sendo adotada por afeto.

E talvez esse seja um dos maiores poderes de uma tradição:

ela não precisa necessariamente nascer com você. Pode nascer dentro de você.


UMA CIDADE QUE APRENDE A CELEBRAR SUAS DIFERENÇAS


Florianópolis é uma cidade de encontros.

O manezinho tem sua renda de bilro, seu boi de mamão, sua tainha, seu peixe fresco, suas festas religiosas, seu sotaque e suas histórias.

O gaúcho traz o chimarrão, a bombacha, o churrasco, o cavalo, a música, a dança e uma maneira muito própria de preservar a memória dos antepassados.

E quando essas duas culturas se encontram, não necessariamente uma precisa desaparecer para que a outra exista.

Elas podem se somar.

É exatamente isso que o primeiro Acampamento Farroupilha pretende fazer.

Transformar a Arena Floripa em um grande ponto de encontro entre quem nasceu no Rio Grande do Sul, quem tem descendência gaúcha e quem simplesmente aprendeu a gostar e respeitar essa cultura.


E A SEMANA FARROUPILHA NÃO TERMINA AQUI

O Acampamento Farroupilha de agosto será a abertura das celebrações na Capital, mas a Semana Farroupilha oficial acontece tradicionalmente de 13 a 20 de setembro. A escolha do fim de agosto para o acampamento foi planejada justamente para antecipar as celebrações e evitar conflitos de agenda com outros eventos e artistas ligados ao período tradicionalista.

A expectativa é que o evento seja incorporado ao calendário da cidade e se transforme, nos próximos anos, em uma grande referência da cultura tradicionalista em Florianópolis.

E, convenhamos...

Se depender da quantidade de gaúchos que vivem por aqui, dos descendentes e, principalmente, daqueles catarinenses que já aprenderam a dizer "bah", tomar chimarrão e arriscar alguns passos de vaneira...

público não vai faltar!

Porque Florianópolis pode até ser a Ilha da Magia.

Mas, entre o mate e o café, entre a bombacha e a renda de bilro, entre o fogo de chão e a tainha na brasa, a cidade mostra mais uma vez que sua maior riqueza talvez esteja justamente na capacidade de receber diferentes culturas e transformá-las em parte da sua própria história.


E que venha a primeira Semana Farroupilha de Florianópolis!

Buenas, tchê!




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