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Florianópolis,03/11/2026

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Guilherme Torres debate por que o mercado imobiliário repete fórmulas e os desafios da arquitetura autoral

Em encontro promovido pela Milano, em Florianópolis, arquiteto abordou como decisões tomadas desde a concepção dos empreendimentos influenciam a funcionalidade, a identidade e a experiência de morar.


Guilherme Torres debate por que o mercado imobiliário repete fórmulas e os desafios da arquitetura autoral

Como a arquitetura pode ir além da estética e contribuir para uma experiência de morar melhor? Essa foi uma das questões abordadas por Guilherme Torres, arquiteto do UM Milano, em um encontro com profissionais da área, na Casa Milano Hercílio Luz, em Florianópolis. Com o tema “Contra o Óbvio: Arquitetura autoral em um mercado que repete fórmulas”, a conversa trouxe reflexões sobre os desafios do mercado imobiliário, a valorização dos espaços e a relação entre os edifícios e a cidade.

Reconhecido internacionalmente, com mais de 50 prêmios internacionais, o arquiteto defende que a qualidade de um projeto depende de decisões tomadas desde sua concepção, considerando não apenas a aparência, mas também a funcionalidade e a forma como as pessoas vivem os ambientes.

O tempo e a experiência de morar como diferenciais do alto padrão

Ao abordar o mercado imobiliário de alto padrão, Torres destacou que a experiência de morar não se resume a revestimentos, acabamentos ou elementos decorativos.

“Quando a gente fala em luxo, estamos falando de algo intangível. O tempo é o vetor de todo esse mercado de luxo. No morar, o bem maior que todo mundo quer comprar é justamente o tempo, junto com a privacidade e a possibilidade de fazer uma pausa”, afirmou Guilherme Torres.

A reflexão amplia o debate sobre o que torna um imóvel desejável: privacidade, tranquilidade, contato com a natureza e espaços que respondam às necessidades dos moradores também influenciam a qualidade de vida.

A paisagem de Florianópolis como elemento do projeto

O UM Milano, empreendimento na Beira-Mar Norte para o qual Torres desenvolveu o projeto arquitetônico, foi um dos exemplos apresentados durante o encontro. A vista para o mar, a proximidade do Parque Natural do Itacorubi e o relevo do entorno influenciaram as decisões do projeto, que incorpora amplas superfícies envidraçadas e vegetação integrada à fachada.

A proposta busca aproximar os ambientes internos e externos e ampliar a conexão com a natureza. A abordagem reforça a importância de considerar as características de Florianópolis no desenvolvimento de projetos, em vez de reproduzir soluções que poderiam ser aplicadas indistintamente em qualquer cidade.

O encontro também trouxe a discussão sobre a arquitetura residencial brasileira e a importância de desenvolver projetos conectados ao clima, à paisagem e aos modos de morar de cada região. Mais do que seguir tendências estéticas, a proposta é criar espaços que dialoguem com o território e com a vida de quem os utiliza.

 




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