LIESF promove ato pelo combate à violência de gênero e reforça campanha por um Carnaval sem preconceito
Na noite da última quinta-feira (6), durante a programação preparatória para o Carnaval de Florianópolis 2027, a Liga das Escolas de Samba de Florianópolis (LIESF) realizou o Ato 3 – Unidos no Combate à Violência de Gênero, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e que o Carnaval também deve ser um espaço de respeito, cidadania e promoção dos direitos humanos.
A atividade contou com a participação da diretora jurídica da LIESF, Dra. Andreia Otacílio, e do diretor de Diversidade e Inclusão da Liga, Miguel Gregório, que destacaram a importância de transformar a maior manifestação cultural popular do estado em um ambiente seguro, acolhedor e livre de qualquer forma de discriminação.
A iniciativa foi realizada na véspera dos 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), celebrados nesta sexta-feira (7). Considerada um dos principais marcos legais na proteção dos direitos das mulheres no Brasil, a legislação fortaleceu os mecanismos de prevenção, assistência e punição aos agressores. Apesar dos avanços, a violência de gênero continua sendo um grave problema social: atualmente, quatro mulheres são assassinadas por dia no país, reforçando a necessidade de ações permanentes de conscientização.
Durante o evento, também foi apresentada a parceria entre o NEAVIT Capital, do Ministério Público de Santa Catarina, a LIESF, por meio da Diretoria de Diversidade e Inclusão, e a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Assessoria de Direitos LGBT+, dentro da campanha Carnaval sem Preconceito.
A iniciativa tem como objetivo desenvolver ações e estratégias voltadas ao enfrentamento da violência de gênero, do racismo e da LGBTfobia durante o Carnaval de Florianópolis, contemplando tanto o período dos ensaios quanto os desfiles das escolas de samba e dos blocos carnavalescos.
Entre as ações previstas estão a distribuição e divulgação de materiais informativos sobre prevenção e combate a essas formas de violência, a orientação ao público sobre os canais de denúncia, o fortalecimento das medidas de responsabilização dos agressores — incluindo prisão em flagrante e instauração dos procedimentos criminais cabíveis —, além do acolhimento, orientação e apoio às vítimas.
Para o diretor de Diversidade e Inclusão da LIESF, Miguel Gregório, o Carnaval precisa refletir os valores de respeito e inclusão que a sociedade busca construir diariamente.
"O Carnaval é a maior manifestação cultural do nosso estado e precisa ser um espaço onde todas as pessoas se sintam acolhidas, respeitadas e protegidas. A campanha Carnaval sem Preconceito nasce da união entre instituições que acreditam que combater a violência de gênero, o racismo e a LGBTfobia é uma responsabilidade coletiva. Mais do que orientar e conscientizar, queremos garantir que vítimas saibam onde buscar ajuda e que qualquer ato de violência tenha a resposta necessária das autoridades. Nosso objetivo é que a alegria da festa seja vivida com segurança, dignidade e respeito por todos."
A presidente da LIESF, Tatiana Sousa, também destacou o papel social da Liga e a importância de manter o tema em evidência.
"Há 20 anos, a Lei Maria da Penha transformou a forma como o Brasil enfrenta a violência contra a mulher, garantindo proteção, direitos e acolhimento para milhares de vítimas. Ainda há desafios, mas também muitos avanços. E essa transformação depende do compromisso de toda a sociedade. A LIESF acredita que o Carnaval também é um espaço de conscientização, respeito e cidadania. Na avenida e fora dela, não há espaço para o assédio, a violência ou qualquer forma de desrespeito. Que possamos seguir construindo um Carnaval onde todas as mulheres possam viver a festa com liberdade, segurança e dignidade. Afinal, respeito nunca sai de moda."
Ao ampliar o debate para outras formas de violência e discriminação, a LIESF reforça que o Carnaval deve ser um ambiente de convivência, inclusão e respeito às diferenças. A campanha Carnaval sem Preconceito une instituições públicas e a comunidade carnavalesca para que a maior festa popular de Florianópolis seja também um exemplo de cidadania.
A mensagem é clara: o Carnaval é feito de alegria, diversidade e cultura, e não há espaço para violência, racismo, LGBTfobia ou qualquer forma de preconceito. Garantir uma festa segura e acolhedora é uma responsabilidade compartilhada por organizadores, instituições e pela sociedade.



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