DINHEIRO DO POVO PARA ‘CONTER A DIREITA’? DE TONI QUESTIONA COMITIVA DE LULA NA EUROPA
A deputada federal Carol De Toni (PL/SC) protocolou requerimentos de informação ao Ministério das Relações Exteriores e Casa Civil cobrando esclarecimentos detalhados sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, iniciada em 16 de abril de 2026, com a sua comitiva, considerada a maior do atual governo.
No documento, De Toni solicita a discriminação completa dos custos da viagem, incluindo passagens, hospedagens, diárias, segurança e demais despesas, além dos critérios utilizados para definição dos ministros integrantes da comitiva e os resultados concretos esperados para o Brasil.
Um dos pontos centrais do questionamento envolve a participação do governo no evento “Global Progressive Mobilisation”, realizado em Barcelona, que reúne lideranças internacionais com foco político. Durante agenda relacionada ao evento, o próprio Lula afirmou que “o risco que a extrema direita representa à democracia não é retórico, é real”, indicando a natureza ideológica das discussões.
Para a deputada, a participação do governo brasileiro em articulações internacionais com o objetivo de conter um espectro político específico, no caso, a direita, levanta questionamentos legítimos, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.
“Estamos falando de recursos públicos sendo utilizados em agendas que não apresentam, até o momento, conexão clara com geração de empregos, investimentos ou melhorias concretas na vida do brasileiro. A população brasileira tem o direito de saber quanto está sendo gasto e quais benefícios concretos essa viagem trará para o país. Transparência e responsabilidade com o dinheiro público não são opcionais, são obrigação”, afirmou.
O requerimento também questiona a mobilização do governo em torno da candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas. A deputada ressalta que é necessário esclarecer os custos dessa articulação e seus benefícios diretos ao país.
“A democracia pressupõe liberdade de ideias e pluralismo político. Diante disso, é legítimo perguntar: é correto utilizar dinheiro público (dinheiro do povo) para conter ideias com as quais o governo discorda?”, questionou a parlamentar.



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