Troca de experiências e incentivo à pesquisa marcam 17º Computer on the Beach em Florianópolis
Evento promovido pela Univali registra recorde de inscrições e reúne pesquisadores na área de tecnologia para discutir tendências do setor
A 17ª edição do Computer on the Beach reúne mais de 300 participantes, entre professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e profissionais especialistas do Brasil e do exterior, para discutir os mais recentes avanços na área de tecnologia da informação. O evento, realizado na Praia Brava, em Florianópolis, começou na quinta-feira (16) e vai até este sábado (18). O congresso é promovido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) desde 2010 e possui h-index igual a 7 perante a comunidade acadêmica.
O Computer on the Beach surgiu em 2010, em uma iniciativa de um grupo de professores do curso de Ciências da Computação, ministrado no campus da Univali em São José, com apoio de alguns professores do campus Itajaí. Devido ao sucesso da primeira edição, os cursos de Engenharia de Computação, Ciências da Computação de Itajaí e o curso de mestrado em Computação Aplicada foram integrados à organização.
“Desde o início, o congresso foi aberto para outras instituições de ensino, justamente, para provocar essa socialização entre pesquisadores e estudantes, estimulando o network entre eles. Temos professores que vêm todo ano com alunos do Norte e Nordeste do país, além de instituições participantes de todas as regiões do Brasil, como UFMG, PUC Campinas, PUCRS, UFSC e IFSC”, explica a professora e organizadora do evento, Anita Maria da Rocha Fernandes.
Meninas Digitais
Um dos principais destaques do congresso é o workshop Meninas Digitais, que busca dar destaque, incentivar e valorizar a atuação feminina na área da computação. Hayssa Gomes da Cunha e Giuliana Corrêa são estudantes do Instituto Federal do Amazonas (IFAM-CMZL) e participam do Computer on the Beach pela primeira vez. Elas viajaram de Manaus (AM) até Florianópolis com um grupo de colegas que também apresenta trabalho no congresso.
“Um evento como esse, onde os organizadores colocam mulheres em posição de protagonismo e trazem mulheres que dominam o assunto, faz com que as meninas se vejam lá na frente, em posições de destaque. O Computer on the Beach faz com as estudantes se sintam motivadas a ter o mesmo trajeto, ou a ter mais conhecimento sobre a área da computação”, destacou Hayssa, que é estudante de Engenharia de Software e faz estágio como desenvolvedora full stack.
O entendimento é compartilhado por Giuliana, que atua como estagiária em análise de software e vai apresentar uma pesquisa neste sábado (18), último dia de evento. “É uma experiência muito enriquecedora porque conhecemos pessoas que estão na nossa área. A gente sempre pensa que o campo da pesquisa é muito solitário, mas vir para um congresso e ver outras pessoas seguindo no mesmo caminho que a gente é inspirador”, diz a estudante amazonense.
Concurso de trabalhos técnicos
Além da oportunidade para network e contato com pesquisadores de diferentes estados, o evento realiza um concurso de trabalhos técnicos voltado para estudantes do ensino médio que se interessam pela área e que acabam decidindo sobre a carreira que desejam trilhar a partir dessa troca de experiências.
“O concurso é focado nos alunos do ensino técnico, normalmente, de instituições federais, e possibilita contato com conteúdos que eles viriam a conhecer somente na graduação. Muitos deles, ainda um pouco indecisos sobre o que cursar na universidade, decidem por Ciência da Computação após a participação no congresso”, conta Vinicius Hartmann Ferreira, professor no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e coordenador do concurso de trabalhos técnicos.
Para o professor, o congresso também proporciona um amadurecimento acadêmico ao estudante, que precisa se dedicar às etapas que antecedem a participação, como pesquisa de um tema e elaboração do projeto, até chegar a apresentação no Computer on the Beach. “Todo esse processo é muito bom para eles. Estar aqui proporciona contato com empresas através das palestras, apresenta possibilidades do mercado de trabalho e fomenta a troca de experiência com alunos que já atuam profissionalmente. Isso amplia muito os horizontes deles”, complementa Vinícius, que participou de quase todas as edições do evento e coordena o concurso técnico desde a 16ª edição.
A Univali
Com 61 anos de fundação, a Universidade do Vale do Itajaí possui mais de 26 mil alunos matriculados em seus sete campi — Itajaí, Balneário Piçarras, Balneário Camboriú, Tijucas, São José, Biguaçu e Florianópolis. São 73 cursos de graduação presenciais, 24 em EAD, 86 especializações, 12 mestrados e sete doutorados. Além disso, também desenvolve 106 grupos de pesquisa, 44 projetos de extensão e acordos de cooperação internacional.
Com nota máxima no MEC, a instituição é uma referência em Santa Catarina e na região sul pelo corpo docente composto por 1.172 professores, sendo que 84% são mestres e doutores, e 1.173 funcionários. A Univali oferece também educação infantil, ensino básico e ensino médio, em seus dois colégios de aplicação. Em Florianópolis, é a única instituição de ensino comunitária da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) que integra o programa Universidade Gratuita.



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