Gustavo Schiefler apresenta uso da Inteligência Artificial no planejamento das contratações públicas durante o Pregoeiros Summit
A aplicação da Inteligência Artificial na modernização das compras governamentais foi um dos grandes destaques do segundo dia do Pregoeiros Summit 2026. Durante workshop voltado à inovação na gestão pública, o doutor em Direito Administrativo Gustavo Schiefler apresentou novas possibilidades tecnológicas para o planejamento das contratações, com foco em eficiência, prevenção de riscos e melhoria dos resultados administrativos.
Na palestra, Schiefler demonstrou como a Inteligência Artificial pode auxiliar gestores públicos desde as etapas iniciais do processo licitatório, especialmente na estruturação da fase de planejamento — considerada hoje uma das mais sensíveis dentro da nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21).
Como exemplo prático, foi apresentada a plataforma Licito Guru, ferramenta desenvolvida para apoiar agentes públicos na elaboração de estudos técnicos preliminares, termos de referência e análises de risco, utilizando recursos de automação e inteligência de dados.
Segundo o especialista, o uso responsável da tecnologia permite reduzir falhas operacionais, aumentar a padronização documental e garantir maior segurança jurídica aos gestores públicos. A proposta não é substituir o servidor, mas potencializar sua capacidade técnica e decisória.
“O planejamento bem estruturado é o que determina o sucesso da contratação. A Inteligência Artificial surge como aliada para qualificar decisões e evitar erros que, muitas vezes, só aparecem na fase de execução contratual”, destacou Schiefler durante a apresentação.
O workshop integrou a programação técnica promovida pelo CEAP e reuniu pregoeiros, procuradores, gestores e profissionais das áreas de compras públicas interessados em soluções inovadoras aplicadas à administração pública.
A discussão reforçou uma tendência crescente no setor público brasileiro: o avanço da transformação digital nas contratações governamentais, aliando tecnologia, governança e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.



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