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Florianópolis,18/09/2026

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Na reta final, algumas campanhas começam a ganhar musculatura


Na reta final, algumas campanhas começam a ganhar musculatura

Com a aproximação das eleições, o cenário começa a se movimentar e alguns nomes passam a chamar atenção pela estratégia adotada e pela presença que vêm construindo ao longo da campanha.

A cada eleição, torna-se mais difícil despertar o interesse dos eleitores e, principalmente, fazer com que a população acredite que a política ainda possa produzir mudanças. 

Entre candidatos já conhecidos, com passagens por cargos públicos e eleições anteriores, e aqueles que se apresentam como novas opções, a disputa vai ganhando contornos próprios à medida que o dia da votação se aproxima.

É justamente nesse cenário que aparece o nome de Fábio Botelho, candidato a deputado estadual pelo Podemos.

Ex-chefe de gabinete e homem de confiança do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, Botelho conta com o apoio declarado do prefeito em seu projeto para a Assembleia Legislativa. O próprio Topázio já afirmou publicamente que considera a eleição de Botelho importante para a continuidade do projeto político desenvolvido em Florianópolis.

Botelho vem adotando uma estratégia que foge, pelo menos na comunicação de campanha, do modelo baseado exclusivamente no confronto com adversários.

Suas redes sociais e os materiais divulgados durante a campanha têm priorizado propostas, ações realizadas ao lado de Topázio, registros da trajetória pessoal e momentos da vida familiar, buscando apresentar ao eleitor não apenas o candidato, mas também o homem que existe por trás da candidatura.

Fábio também vem de uma família tradicional do futebol, ambiente em que aprendeu desde cedo a importância de se posicionar com equilíbrio e responsabilidade. Como costuma dizer, aprendeu a não entrar em bola dividida — uma postura que ajuda a explicar seu cuidado ao lidar com conflitos, sua disposição para ouvir e a forma ponderada como vem construindo suas relações políticas e pessoais.

Uma das características de Fábio é ser justo e saber dizer não, mesmo quando isso pode deixar alguém chateado. Ele não assume aquilo que não poderá cumprir e, quando faz um acordo, procura sempre honrar o que foi combinado. Essa postura também ajuda a explicar a forma como vem construindo suas relações políticas e pessoais ao longo da campanha.

Com um grupo de amigos e apoiadores, Botelho também tem apostado no contato direto com a população. As manhãs em diferentes pontos da cidade têm sido ocupadas por ações de campanha, nas quais o candidato conversa pessoalmente com eleitores, pede apoio e procura se apresentar àqueles que ainda não conhecem sua trajetória.

Há ainda outro aspecto que chama atenção: a tentativa de levar a campanha para além da Grande Florianópolis.

Segundo a agenda divulgada pela própria campanha, Botelho percorreu diferentes regiões de Santa Catarina, buscando ampliar sua rede de contatos e construir apoios fora de seu principal reduto eleitoral.

Essa estratégia de presença territorial é importante em uma eleição proporcional, na qual a disputa por uma cadeira na Assembleia envolve candidatos de diferentes regiões do Estado e exige a construção de uma votação distribuída por diversos municípios.

E é justamente aí que entra aquilo que, no jargão político, muitos chamam de “varejinho”: o contato individual, a conversa olho no olho, o pedido de voto, a construção de pequenas redes de apoio e a soma de cada voto ao longo da campanha.

Individualmente, cada contato pode parecer pouco.

No resultado final, porém, a soma desses votos é que define quem consegue alcançar uma cadeira no Legislativo.

Fábio Botelho chega, portanto, à reta final tentando transformar a estrutura política construída em Florianópolis, o apoio de Topázio Neto e a circulação por outras regiões do Estado em votos suficientes para chegar à Assembleia Legislativa.

A candidatura também vem sendo acompanhada por movimentos políticos desde o período de pré-campanha. Em fevereiro, por exemplo, um encontro organizado pelo então secretário Roberto Katumi reuniu mais de 100 lideranças da Capital em apoio ao projeto de Botelho. Em julho, outro encontro político, desta vez com a presença de Topázio, reuniu mais de mil participantes em Florianópolis.

Toda essa movimentação foi construída com reuniões, conversas, apoios e presença nas ruas, e agora chega ao momento decisivo da campanha: transformar esse trabalho em votos.

A resposta virá das urnas.

E, no dia 4 de outubro, a partir do encerramento da votação e da apuração dos resultados, será possível saber se a estratégia construída durante a campanha conseguiu transformar presença, relacionamento, apoios e trabalho de rua em uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Até lá, a campanha segue nas ruas. E os últimos dias prometem mostrar quais candidaturas conseguiram, de fato, transformar campanha em voto.




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