Suposto assédio e outras situações terminam em desligamento da equipe de William Brito da Nação Guarani
O último sábado, dia 5 de setembro, foi marcado pela realização da segunda edição do Resistência Convida, evento promovido pela bateria da Escola de Samba Nação Guarani, da Palhoça, que também recebeu baterias coirmãs para uma noite de confraternização e muito samba.
Entretanto, além da festa, uma situação relatada pela então Musa da agremiação, Maraina Felipp, acabou gerando constrangimento e repercussão nos bastidores da escola.
Em entrevista ao Convicção News, Maraina relatou que teria sido alvo de uma atitude que considerou assédio por parte de um integrante de uma das baterias convidadas.
Segundo a Musa, a quadra estava bastante movimentada e, no momento em que se preparava para sua apresentação, enquanto estava na escada, percebeu que um homem que integrava o naipe de cuícas de uma das baterias teria direcionado olhares para suas partes íntimas e, segundo seu relato, feito gestos com a boca que teriam sido interpretados por ela como uma insinuação de cunho sexual.
Constrangida com a situação, Maraina afirma que reagiu e empurrou o rosto do homem.
“Já não é a primeira vez que isso acontece comigo”, desabafou a Musa.
Maraina também fez questão de reforçar que situações como essa não podem ser naturalizadas dentro do Carnaval.
“Não somos um pedaço de carne exposto ou uma caça a ser abatida"
Somos artistas do maior espetáculo a céu aberto do mundo, que é o Carnaval. Mesmo que eu ou qualquer outra mulher estivesse vestida do jeito que fosse, isso não dá o direito de sermos importunadas, assediadas ou confundidas com o que quer que seja.”
Para ela, esse tipo de comportamento não pode mais encontrar espaço na sociedade e, principalmente, dentro de uma quadra de escola de samba.
“Isso não cabe mais em uma sociedade, muito menos dentro de uma quadra de escola de samba.”, afirmou.
Desligamento da equipe
Paralelamente ao episódio relatado por Maraina, segundo informações obtidas pelo portal, outras situações já vinham ocorrendo desde a chegada da equipe coordenada por William Brito à Nação Guarani.
Diante do acúmulo desses episódios, William Brito teria decidido pelo desligamento de sua equipe da agremiação, encerrando sua participação junto à escola.
Em relação ao integrante apontado por Maraina como responsável pela atitude relatada durante o evento, assim como à postura que será adotada pela Nação Guarani diante do ocorrido dentro de sua quadra, as partes envolvidas deverão tomar as medidas que considerarem cabíveis.
O Convicção News seguirá acompanhando os desdobramentos do caso, ouvindo os envolvidos e dando espaço para os esclarecimentos das partes.



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