A jovem produtora por trás do Compol Brasil: conheça a trajetória de Maria Eduarda Souza
Aos 26 anos, Maria Eduarda da Costa Souza, conhecida carinhosamente como Duda, tornou-se um dos nomes fundamentais nos bastidores do Compol Brasil, considerado um dos principais eventos de comunicação política da América Latina. Discreta, organizada e apaixonada pelo que faz, ela é responsável por coordenar uma complexa engrenagem que, a cada edição, reúne grandes lideranças políticas, estrategistas e comunicadores de todo o país.
Antes de ingressar no universo da comunicação política, Duda construiu sua trajetória profissional no serviço público. Trabalhou no Departamento de Administração Prisional (Deap) e, posteriormente, no Procon-SC. Há sete anos, por meio de uma oportunidade ao lado da estrategista Sol Urrutia, iniciou sua caminhada no meio político, inicialmente atuando na área administrativa. Aos poucos, passou a assumir contas nas redes sociais, participou de campanhas eleitorais e, posteriormente, ingressou na BN3, empresa onde atua até hoje.
Na BN3, percorreu diferentes funções, passando pelas áreas de social media, atendimento e gerenciamento de pauta, até descobrir sua verdadeira vocação: a produção. "Entendi que me identificava com metodologia, sistemas e prazos", relata. Atualmente, além de produtora do Compol em todas as suas edições regionais e nacionais, Duda também coordena projetos da BN3 e atua na produção de campanhas políticas.
Sua história com o Compol começou ainda em 2022, quando o evento foi realizado em formato de talk dentro do Summit Cidades. O convite veio do estrategista Marcello Natale, um dos idealizadores do projeto, que percebeu em Duda o perfil ideal para assumir a produção. Desde então, ela se tornou peça-chave na consolidação e no crescimento do evento.
Atuar em um ambiente predominantemente masculino e cercado por grandes nomes da política e da comunicação não foi uma tarefa simples. Duda reconhece que os primeiros anos foram marcados por desafios relacionados à sua idade e ao fato de ser mulher. "Muitas vezes, as pessoas não aceitavam meus posicionamentos, prazos ou até mesmo os 'nãos' necessários durante a produção", conta. O apoio dos sócios do Compol, segundo ela, foi essencial para fortalecer sua autoridade e consolidar seu espaço profissional.
A responsabilidade de colocar de pé um evento da dimensão do Compol é apontada por ela como o maior desafio. São meses de planejamento, reuniões, checklists, planilhas e alinhamentos constantes. Embora o público vivencie apenas três dias de programação, nos bastidores o trabalho começa entre seis e sete meses antes. "O Compol não é um evento simples. São muitos palestrantes, muitas particularidades e inúmeros cenários para serem pensados", explica.
Entre os momentos mais marcantes de sua trajetória, Duda destaca uma experiência vivida durante o Compol Brasil 2026. Após a participação do publicitário João Santana, um dos maiores nomes da comunicação política brasileira, ela solicitou um depoimento sobre o evento. O reconhecimento recebido emocionou a produtora. Ao elogiar o cuidado, a organização e o zelo da equipe, Santana destacou a excelência da produção. "No meio daquela correria, ouvir aquilo me fez chorar", relembra.
Para lidar com a intensa pressão dos dias que antecedem o evento, Duda reorganiza completamente sua rotina e dedica-se integralmente ao Compol. "Uma semana antes eu paro todos os meus projetos e compromissos para me dedicar 101% ao evento", afirma.
Questionada sobre quais características são indispensáveis para quem deseja atuar na produção de grandes eventos, ela não hesita: organização e metodologia estão no topo da lista. Além disso, ressalta a importância de antecipar problemas e sempre ter planos alternativos. "Produção exige pensar lá na frente e estar preparado para qualquer situação", pontua.
Ao longo dos anos, o Compol também contribuiu significativamente para sua formação profissional. O contato direto com especialistas, palestrantes e participantes ampliou seu networking e proporcionou aprendizados constantes. "O Compol entrega conteúdo atual, prático e permite que os participantes conversem diretamente com os palestrantes. Isso faz toda a diferença", destaca.
Para os jovens que desejam ingressar na comunicação política, Duda deixa uma mensagem de incentivo: "Não tenha medo. E, se tiver, vá com medo mesmo. É um mercado para quem se arrisca, estuda e busca aprender continuamente".
Na avaliação da produtora, o grande diferencial do Compol está justamente na proximidade entre palestrantes e participantes, além da pluralidade de visões apresentadas. "O Compol não possui lado político ou partidário. Nosso compromisso é com o conteúdo, a ética e a formação de profissionais cada vez mais qualificados", afirma.
Ao final de cada edição, quando as luzes do palco se apagam, o sentimento predominante é de realização. "Saber que cada reunião, cada planilha e cada esforço ajudou a transformar vidas é extremamente gratificante. O Compol ultrapassa os palcos e continua nos corredores, nas conversas e nos cafés. É isso que realmente importa", conclui Duda.




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